Cansada de joguinhos bobos e disputas sem sentido. Até porque passei da fase de achar que preciso provar algo para alguém. Disputas de quem pode mais, quem tem mais, quem leva a melhor não me interessam. Importam-me hoje minha felicidade, minhas realizações, e as das pessoas pelas quais tenho carinho. De resto, cabe a cada um o que lhe é de direito. Se conquistei pessoas, direitos, espaço e outras coisas no decorrer deste tempo, foi por competência e qualidades minhas. Quem sabe até por alguns dos defeitos... vai saber? Quero a minha volta pessoas de verdade, sinceras, mais preocupadas com o ser do que com o parecer. Pessoas que riam de verdade, se divirtam com vontade, sintam com intensidade, e chorem com sinceridade. Fiquem brabas com motivo, e perdoem de coração. Amem música e saibam ouvir o silêncio. Que tenham opinião, mas acima de tudo, saibam respeitar outras opiniões e o espaço de cada um. Que não fechem portas por medo de tentar, mas que mantenham os pés um pouco no chão. Que saibam sonhar mas que saibam que a vida se vive de olhos bem abertos. Que queiram conhecer antes de julgar. Se for assim, pára aqui, conversa um pouco... senão, passa longe, que de gente fútil e vazia, de cabeças ocas e de pobres de espírito, já to cheia!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009

alguém pra andar ao lado pra segurar a mão pra eu esperar com janta pronta pra me fazer sorrir pra me esperar com um chimarrão pra enroscar os pés embaixo das cobertas pra eu beijar enlouquecida e que beije a ponta do meu nariz pra eu ler um livro na sala enquanto ele vibra com o jogo na tv alguém pra dizer coisas certas e fazer algumas erradas que me faça sair caminhando na rua, pra me acalmar e não brigar e me faça voltar pra casa por não aguentar ficar longe por querer o beijo por querer fazer as pazes que queira que eu vá mais cedo pra cama que eu queira que ele fique mais um pouco nessa cama alguém que ande ao lado... nem na frente, nem arrastado que queira rir, mas não ache absurdo chorar que ame música, mas ouça poesia no silêncio... goste da noite, mas recarregue suas baterias ao sol... com uma calma que amenize minha loucura com humor que distoe da minha seriedade que me ame e ame estar junto de mim, mas precise muito de momentos só seus pra se livrar da minha neura pra ser ele mesmo pra viver a vida pra sentir saudades que me queira sempre por perto mas que saiba que meus momentos, meus amigos, minha família, são essenciais pra mim... espero com calma pra que isso aconteça... por alguém que faça com que tudo isso valha a pena.
domingo, 30 de agosto de 2009
Cansei. E para o mundo que eu quero descer.

Cansei de ter de pensar todo dia em que brinco combina com tal pulseira, com qual anel, e que roupa usar. Meu cabelo cansou da chapinha e eu também enchi de perder tempo fazendo essa porcaria que não resiste até o fim da festa. Assim como meu ânimo.
Depilar as pernas deixa tudo coçando, e eu nunca acho que tá 100% bom. Tudo isso pra desfilar de saia na balada e continuar sem ninguém pra passar a mão nessas pernas. E em tudo mais.
Maquiagem destrói a pele, fica borrada antes do fim da noite e mancha o travesseiro quando eu choro. Não estou vendo vantagem nenhuma mais em usar esse reboco todo.
Cansei. E pára o mundo que eu quero descer. Porque cansei de elogios que enchem os ouvidos e deixam todo o mais vazio. Terminam em tapinhas nas costas e na certeza de mais uma grande amizade. Aliás, melhor sossegar o facho e as vontades, porque, em função disso, provavelmente, ninguém que valha a pena enxerga aqui algo além de mais um dos parceiros da turma.
Coisas pela metade eu não quero mais. Sou pessoa e mulher por completo, e não mereço nada menos do que sentimentos e relações inteiras. Coisas pela metade não sustentam, são frustrantes e, óbvio, cansativas.
Cansada da minha falta de coragem pra dizer o que estou sentindo de verdade para quem realmente deveria ouvir, e assim vou enchendo meu coração e algumas noites com esses sorrisos lindos, que iluminam momentos e depois vão embora tão rápido quanto chegaram. Vão contigo porta a fora enquanto eu tranco na garganta a vontade de te pedir pra ficar mais um pouco, pra ir embora comigo, ou me levar junto contigo. Pega na minha mão que eu vou. Nem penso duas vezes.
Cansei disso tudo, e vou caminhar pra fazer vento e, quem sabe, deixar tudo isso pra trás.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Disfarce

Essa semana, deitada no sofá de bobeira olhando tv, algo que um personagem de seriado falou me chamou a atenção. Não lembro as palavras exatas, mas ao ver uma mulher de salto alto e bico fino, ele disse que ela deveria ser muito insegura em relação à si mesma para se sujeitar a trabalhar o dia todo usando algo tão torturante, para causar impressão.
Parei e pensei em tantas mulheres, e em mim mesma, que tantas vezes me equilibrei o dia todo em cima de um salto, mesmo me sabendo competente no que fazia, e sabendo que na realidade é isso que importa. Mas em alguns dias, isso pareceu e ainda parece indispensável.
Na verdade, isso não passa de um disfarce. Para sentimentos, tristezas, e sim, inseguranças. Porque, talvez assim, ninguém vá suspeitar que você, aquela profissional competente, bem vestida, aparentemente tão certa de si, morre de medo do fim do dia. Da hora de chegar em casa e dar de cara com a mesma vazia. Ao mesmo tempo que suspira o alívio de tirar aquele salto que acabou com seu pé, suspira pelo fato de estar sozinha. O telefone não toca, a cama parece grande demais e o silêncio grita tão alto que dói. Aí você deixa sair aquela "outra" que esteve escondida o dia inteiro atrás dessa máscara. E essa outra fica ali, jogada na frente da tv, de moletom, pantufas, certa de que ninguém a verá assim, e que ninguém sabe da existência dela. Jamais alguém imaginaria que a mulher poderosa que encarou o dia todo num salto matador, não tem nada melhor pra fazer, ninguém esperando por ela, nem uma festa, nada, nada mesmo...
Enfim, pela manhã, a "outra" acorda, olha no espelho, se acha um lixo, e convoca a "poderosa" a assumir seu posto, para mais um dia de trabalho. E quem sai de casa, não é a outra. E sim, uma mulher maravilhosa, parecendo muito bem obrigada. Sou linda, bem sucedida. Nada de errado.
O que eu estava fazendo mesmo, quando tive idéia pra escrever isso??? Nem me lembro.
Parei e pensei em tantas mulheres, e em mim mesma, que tantas vezes me equilibrei o dia todo em cima de um salto, mesmo me sabendo competente no que fazia, e sabendo que na realidade é isso que importa. Mas em alguns dias, isso pareceu e ainda parece indispensável.
Na verdade, isso não passa de um disfarce. Para sentimentos, tristezas, e sim, inseguranças. Porque, talvez assim, ninguém vá suspeitar que você, aquela profissional competente, bem vestida, aparentemente tão certa de si, morre de medo do fim do dia. Da hora de chegar em casa e dar de cara com a mesma vazia. Ao mesmo tempo que suspira o alívio de tirar aquele salto que acabou com seu pé, suspira pelo fato de estar sozinha. O telefone não toca, a cama parece grande demais e o silêncio grita tão alto que dói. Aí você deixa sair aquela "outra" que esteve escondida o dia inteiro atrás dessa máscara. E essa outra fica ali, jogada na frente da tv, de moletom, pantufas, certa de que ninguém a verá assim, e que ninguém sabe da existência dela. Jamais alguém imaginaria que a mulher poderosa que encarou o dia todo num salto matador, não tem nada melhor pra fazer, ninguém esperando por ela, nem uma festa, nada, nada mesmo...
Enfim, pela manhã, a "outra" acorda, olha no espelho, se acha um lixo, e convoca a "poderosa" a assumir seu posto, para mais um dia de trabalho. E quem sai de casa, não é a outra. E sim, uma mulher maravilhosa, parecendo muito bem obrigada. Sou linda, bem sucedida. Nada de errado.
O que eu estava fazendo mesmo, quando tive idéia pra escrever isso??? Nem me lembro.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Um texto emprestado hoje...
Achei muito bacana este texto, resolvi pegar emprestado para colocar aqui hoje...
"Não gosto de quem tem sempre certeza,
De quem não suspende a respiração por um amor
De quem encerra todas as frases com um ponto final
De quem não exclama, diz que não ama
De todos aqueles que nunca passaram mal
Não gosto dos que nunca sentiram a chuva em seus rostos
Não gosto de quem nunca morreu de rir
nem chorou a noite inteira por alguém
Não gosto dos que não gostam de cachorros
Dos que não tem música preferida,
Filme preferido,
Dos que sempre tanto faz
Dos que nunca querem mais"
(Fernanda Michele Maciel Sarate)
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Saudade...
Consegue imaginar sentir saudade de alguém que nunca se conheceu? E sentir a dor de outra pessoa em si mesma? Pois essa semana eu estou sentindo saudade. Muita, de muitas coisas e pessoas. E hoje mesmo eu estava no telefone conversando com minha mãe, e entramos no assunto espiritismo. Ela me falou que esses dias sentiu o pai dela, que já morreu há 30 anos, muito perto dela. E isso me fez chorar. Não sei porquê. Mas eu senti a dor dela em mim, e senti essa saudade estranha de uma pessoa a qual tenho o sangue correndo nas minhas veias, mas que eu nunca vi, nunca conheci.Aí, me bateu um sentimentalismo, bobo talvez, mas precisei muito ligar para algumas pessoas que amo pra dizer pra elas que eu estava com saudade delas, e o quanto gosto delas. Tem uma pessoa para quem não posso ligar, que esteve na minha cabeça a semana toda. Mas eu não posso ligar para ele pra dizer que não esqueci. Que ainda penso nele. Que tenho saudade. Que não é possível substituí-lo por ninguém. Minha mente tenta, deseperadamente, com todas as forças, esquecer AQUELE QUE MEU CORAÇÃO NÃO CONSEGUE DEIXAR PRA TRÁS...
Toda essa saudade me deixa um pouco entristecida, mas ao mesmo tempo penso que se todas essas pessoas e coisas fazem tanta falta, é porque são ou foram partes muito importantes da minha vida. Mesmo que eu nunca tenha conhecido...
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Adolescente... em um bom dia...
Eu estou me sentindo uma adolescente... de 27 anos. Cara, como a vida pode ser divertida às vezes... hoje estou num bom dia. Acordei achando que não seria. Mas de repente, parece que pessoas bacanas começaram a aparecer, o telefone toca, o orkut tem recados, situações divertidas acontecem. Claro que nem tudo são flores... tenho dias de querer uma conversa calma, me recolher um pouco, tristezinha permitida. Mas logo vem a festa, a bagunça, um beijo novo, outro dia e outro beijo não tão novo assim, mas igualmente bom... Assim estão correndo os dias... eu me divirto como se eu tivesse novamente 18 anos, na época em que, pela primeira vez, me senti livre pra viver tudo que eu sentisse vontade, beijar as bocas que me atraíssem, conhecer outras pessoas, experimentar sensações e coisas novas, ler meus livros, ouvir minhas músicas, recuperar amigos e fazer alguns novos... dar muitas risadas e me sentir muuuuito viva, explodindo por aí... Talvez seja só uma fase, e confesso que às vezes sinto um pouco falta da seriedade que eu costumava ter comigo... mas fases passam, e são feitas para serem aproveitadas. Enquanto hoje for um bom dia, eu vou ser adolescente, e muito feliz...
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