I guess my psychiatrist was right.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Incontida
Por vezes é difícil conter o que me passa no coração. Porque sou humana e amo. Amo e sinto como não pensei ser possível. É difícil conter as palavras e os atos pois não caibo em mim. Sou além das minhas fronteiras. Me espalho pela volta. Explodo minha felicidade e meus sorrisos por aí. Quero estar em todo lugar. E quero estar em ti. Por baixo da tua pele. Nos teus pensamentos. Quero meu cheiro te arrebatando sem querer no meio do dia e te deixando com saudades. Quero meu riso na tua memória assim como a lembrança do teu me faz rir também. Quero que nossos momentos bons te façam, vez ou outra, tirar os pés do chão e flutuar um pouquinho. Quero que a saudade dos nossos corpos enroscados te tome com urgência. Me descobri assim. Intensa. Demais. Tento atar essa pessoa aqui dentro de mim. Ser mais dura, mais racional, sentir menos. Nem sempre dá. Não sou feita de sorrisos contidos, volumes moderados, gestos travados, lágrimas engolidas. Sou inteira e me dou inteira. E não funciono com frações. Isso deixo pra quando a vida me exige longe do particular. Onde há carinho, amor, amizade, sou emoção. E é o que há de mais verdadeiro em mim. Tudo entregue em cada sorriso pra ti.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Noite Longe
Esse vento lá fora me perturba o sono e me faz esticar os braços no vazio dessa cama enorme, procurando o teu calor. Uma noite longe parece um castigo. Longe do teu cheiro, do teu toque. Longe da satisfação dos meus desejos. Distante do que acalma meu coração e tranquiliza minha mente. Lembrar do teu toque arrepia. Lembrar de ti em mim, incendeia.
Juntos temos um cheiro nosso. A mistura de nossas peles, das nossas essências, do meu arrepio no teu calor. Choque do teu mar no meu céu. Da cumplicidade desse azul e desse verde no nosso olhar. A ausência de palavras, mas elas não fazem falta. O despudor que não envergonha. Abuso concedido e desejado. Intimidade máxima de confiar, além do corpo, também o sono a quem se ama.
Te tenho amor, paixão e desejo. É só uma noite longe. Desejando sempre estar perto.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
É amar
"All you do is love and love is all you do"
Pra quê tanta entrega, tanta intensidade, tanto sentimento?
Precisa mesmo tanto desejo, tanto querer?
Precisa mesmo euforia, não pode ser só alegria?
Não basta só contrariedade, tem de ser tristeza?
Não dá pra ser morno, tem de pegar fogo?
Não dá pra ficar na superfície, precisa mesmo mergulhar?
Não pode chegar devagar, precisa atropelar?
Não dá, porque não é só gostar.
É AMAR.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Volta outro dia
"I hear you're feeling down"
Hoje acordei e minha velha conhecida estava sentada ao meu lado, ali no lugar que é teu na minha cama. Ela sorria aquele sorriso tranquilo de quem sabe o seu lugar. Ela é forte e ela é várias ao mesmo tempo. Ela é todas as minhas inquietações, meus medos, meus arrepios, minha febre, minhas dores, minhas lágrimas, a falta delas, minha insônia, meu sono excessivo.
Ela havia mandado dizer que estava chegando na noite anterior. Ignorei, distraí, rezei, dormi, fingi que não. Mas ela sabe o endereço e sabe as portas por onde entrar. E quando acordei ela já tinha chegado. E sorriu, e sussurrou no meu ouvido não levanta, fica na cama um pouco mais, o que há de interessante lá fora? Não precisa comer, não tem necessidade, fica aqui. Listou meus medos e os reforçou. Não é boa que chega, inteligente o bastante, nada interessante. Não merece o que é bom. Me lembrou do meu medo de amar e do medo do amor ser apenas ilusão. Do pavor da da mentira, do engano e do abandono.
Se mostrou com rostos que me são queridos, com outros que me causam desconfiança, e com o teu que sempre me sorri. E em todos me mostrou mentiras e ameaças, traição e sarcasmo. Me contou histórias que me assustam, plantou desconfiança e tristeza.
E, quando mais uma vez ela sussurrou dorme só mais um pouco, e eu puxei o edredon e estava fechando os olhos, resolvi que hoje não. Já mandei essa metida cruel embora tantas vezes. Por que não mais uma vez, não é? Eu não preciso acreditar nas coisas que ela me diz. Prefiri acreditar em mim e no teu sorriso doce ao dizer que me ama.
Acendi a luz e mandei ela voltar outro dia. Disse dá licença que hoje preciso viver.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
O que passou, passou

Tenho muito claro pra mim que cada época tem seus momentos bons. O que não quer dizer que todos estes fiquem na lembrança e muito menos que deixem saudade.
Pessoas passam, momentos passam, problemas e alegrias passam. Há o que fique pra sempre ou por muito mais tempo, mas não vejo mais motivos pra lamentar o que ficou pra trás. Saudade se sente do que não deveria ter acabado, ou se acabou ou se foi antes do tempo. Saudade se sente de amigos que fazem parte de nossos dias mas não vemos tanto quanto gostaríamos. Saudade da família que não é possível ter sempre por perto. Saudade daqueles que se foram de repente numa viagem sem volta.
Não sinto saudade do que fui ou do que vivi. Esses momentos me fizeram quem sou, me trouxeram até aqui, me possibilitaram novas descobertas, novos momentos bons, novos sentimentos. Essas coisas estão todas em mim. Não as menosprezo nem renego. As respeito muito, mas sei que passaram. Hoje, mais calma e possivelmente mais feliz, até me questiono porque corri tanto, falei tanto, calei quando não devia, briguei à toa. Mas sou resultado de tudo isso. E agora estou pronta para viver com muito mais serenidade o que a vida me trouxer. Algumas coisas talvez para sempre. Outras talvez, passageiras. Mas tudo será vivido plenamente, para que nada deixe saudade.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Bloqueio
Put it in your heart and keep it...
Eu queria escrever mais. Juro que queria. Mas estou com bloqueio.
A felicidade faz isso. Bloqueia as palavras.
As substitui por sorrisos bobos. Arrepios na nuca.
Madrugadas de corpos enroscados. Sussuros e desejos satisfeitos.
Mãos se procurando durante o sono. Pele quente encostada em outra que ferve.
Olhares meigos. Intimidade e cumplicidade. Carinho e um pouco de medo.
Estou com bloqueio resultante de uma realidade tão doce que dispensa palavras.
Porque viramos poesia em atos.
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